PSD Vitória realiza seminário para pré-candidatos às eleições 2020

PSD Vitória realiza seminário para pré-candidatos às eleições 2020

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As eleições 2020 estão chegando e quem pretende se candidatar a algum cargo eletivo precisa começar a se planejar. Pensando nisso, o vereador e presidente do PSD Vitória, Mazinho, realizou, no último dia 29, um seminário para pré-candidatos.

O debate contou com palestra do presidente do partido em Vitória, Mazinho dos Anjos, que falou sobre planejamento de campanha, além dos advogados e especialistas em Legislação Eleitoral, Altamiro Tadeu e Rodrigo Barcellos, e do especialista em Mídias Digitais e Marketing Político, Guilherme Barbosa.

Planejamento é essencial

Dando incio ao evento, Mazinho, falou sobre como elaborar um planejamento de campanha e contou um pouco da sua experiência como candidato e agora, vereador de Vitória onde cumpre seu primeiro mandato.

“É importante, ainda na pré-campanha, fazer uma lista com todos os seus contatos e, claro, ampliá-la o máximo possível. Além disso, também é primordial definir a sua bandeira, não adianta querer atirar para todos os lados. Ande muito pela cidade, conversando, falando sobre suas ideias. Faça uma agenda, planejamento é essencial. Monte uma equipe qualificada, com profissionais do setor financeiro, da comunicação e do jurídico. Reúna dez pessoas voluntárias de sua total confiança, sinceros e não bajuladores, e forme um grupo consultivo, que vai te ajudar na discussão de sua campanha. Priorize visitar os lugares onde você tem potencial de crescimento (80%). Os outros 20% aproveite para frequentar outros locais, de forma estratégica. Uma boa campanha só acontece com planejamento”, disse.

Cuidado para não infringir as regras

Já o advogado Altamiro Tadeu dividiu o tema em três fases: pré-campanha, campanha e pós-campanha. A palestra teve como foco a prestação de contas, o próprio candidato, para que ele não corra o risco de infringir a lei e a prestação de contas.

“A primeira regra é a descompatibilização que é, nada mais, nada menos, do que evitar que uma pessoa, no uso de determinada atribuição ou cargo, desequilibre o pleito, isso porque a lei eleitoral preza em dar condições de igualdade aos candidatos. Por exemplo, um secretário municipal que tenha a vontade de disputar as eleições em 2020 para vereador, precisa se descompatibilizar seis meses antes, porque, senão, seria injusto, pensando pelo lado do candidato que não tem a máquina administrativa a seu favor. Lembre-se: quem esquecer esse prazo, não poderá participar da disputa”.

Segundo Tadeu, também é importante ficar atento às certidões, porque muitos candidatos deixam para averiguar a sua vida no último dia do prazo, acreditando que por não terem nenhuma ação de improbidade ou penal, podem ficar tranquilos, apostando de que nada poderá impedi-lo de se candidatar. “A pior coisa para um candidato é disputar uma eleição estando sub judice, ou seja, sob impugnação”, disse.

Outra questão, é a necessidade de estruturação partidária.

“Hoje um partido que não está consolidado e não consegue lançar uma chapa competitiva, não vai fazer cadeira nas Câmaras Municipais. Quem deixar para fazer isso de última hora, vai morrer na praia. Por isso, é muito importante que o partido se estruture para as eleições 2020 com bons nomes, com candidatos que tenham votos. E é preciso ter muita atenção ao lançamento das candidatas mulheres, não tentar fraudar a legislação lançando mulheres que não vão efetivamente participar do processo eleitoral, só para fazer número, porque isso pode levar à cassação do voto de todos”.

No pós-campanha, Tadeu chamou a atenção para a prestação de contas.

“Eu já vi muitos candidatos saírem revoltados com o resultado das eleições, decepcionados com a política, e abandonarem a prestação de contas. Isso pode trazer severas consequências a vocês, de natureza patrimonial e jurídica. A quitação eleitoral, portanto, é primordial. Lembrem-se, é o nome de vocês que está em jogo. A justiça eleitoral na prestação de contas só quer saber o que você arrecadou, de onde arrecadou, onde gastou e também as doações estimadas. Basicamente isso”, finalizou.

Eleições 2020: nada de pedir votos na pré-campanha

Já o advogado Rodrigo Barcellos, falou sobre o que pode, ou não, fazer durante a pré-campanha. “Pedir votos, com certeza não pode”, contou. Ele ainda estacou que um dos princípios definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TCE) para as eleições 2020 e que merece atenção, é o de não fazer gastos, como por exemplo, contratar carros de som, um profissional para fazer as artes, imprimir material de divulgação, entre outros eventos custeados pelo partido.

“Por outro lado, é permitido fazer reuniões, para discutir as plataformas de governo, apresentar projetos, a lista de pré-candidatos, as estratégias, entre outros. Também é permitido usar a internet para os mesmos fins, lembrando que os impulsionamentos que geram gastos não são permitidos. O melhor é se ater às discussões de melhorias em sua cidade”, explicou.

Outra questão é a captação de recursos ainda na pré-candidatura. “É necessário ficar atento a isso e fazer tudo corretamente”, disse. Barcellos também contou que, no financiamento de campanha, a pessoa só pode contribuir com no máximo 10% do total de seus bens , tendo como base a última declaração imposto de renda. “Essa é uma legislação recente e veio para trazer equilíbrio ao pleito”, falou.

Barcellos explica que é necessário ficar atento, ainda, ao financiamento da campanha, lembrando que a Justiça Eleitoral faz, por exemplo, cruzamento de dados com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e que receitas estimadas também precisam entrar na conta.

Todas as redes sociais são importantes

Guilherme Barbosa falou sobre Mídias Sociais e Marketing Político. Segundo ele, agora é o momento de investir nas mídias sociais. Porém, é importante apostar em cada uma separadamente, considerando o público que se encontra ali, a forma como ele gosta de se comunicar e ficar atento às melhores maneiras de extrair os seus benefícios particulares.

“Uma figura pública (independente do fato de estar se candidatando ou já exercendo um cargo eletivo) precisa ser cuidadosa com o tipo de fotografia e assuntos que divulga nas suas redes sociais. Enfim, a dica é ficar longe de encrencas e discussões que tendem para o lado da inimizade”, disse.

Segundo ele, as redes sociais não são santinhos ou outdoors, em que o candidato coloca sua foto com seu número e começa a pedir votos.

“Redes sociais são locais de diálogo. Aproveite esse meio para expor seus estudos e opiniões, sempre mantendo o bom senso. Mostre que você é alguém que estuda, que tem boas ideias, que se preocupa com os problemas da cidade, que está fazendo alguma coisa relevante”.

Barbosa também ressaltou que cada rede social tem sua importância. “Essa ideia de que as pessoas estão deixando o Facebook, não é verdade. O Facebook é formado por pessoas mais maduras, aproveite, então, essa oportunidade e elabore conteúdos que chamem a atenção delas”. E ainda alertou, que “quando se deixa de interagir numa rede social, o alcance orgânico cai significativamente”, finalizou.

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