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Live: Os impactos da Covid-19 no setor de eventos

Live: Os impactos da Covid-19 no setor de eventos

O impacto da pandemia no setor cultural do Brasil atingiu mais de 50% dos eventos que estavam programados para 2020, que foram cancelados, adiados ou ainda estão em situação indefinida – e o Espírito Santo, claro, faz parte desse índice.

Pensando nesse importante setor, cujo universo abrange 590 mil eventos no país, anualmente, o vereador Mazinho dos Anjos (PSD) vai realizar uma live, no próximo dia 29 de abril, às 18 horas, com Doreni Caramori, sócio-fundador da empresa blueticket, principal ticketeira de sete estados do Brasil. Além disso, o empresário é presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape) e organizador do “Folianópolis”.

O tema será: “Como será o mercado de festas e eventos pós-crise”.

“Em Vitória temos muitos empreendedores da área preocupados com essa situação. E dados levantados pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC) apontam, inclusive, que cerca de 95% do setor é composto por MEI, microempresas e empresas de pequeno porte que, neste momento, estão passando por dificuldades, com muitas incertezas em relação ao futuro. Por isso, essa conversa com Doreni vai ser muito importante”, explica o vereador Mazinho.

Essa é a primeira programação de uma série de lives organizadas pelo vereador que serão transmitidas pelas suas redes sociais para falar sobre os impactos das medidas de restrições impostas no combate a COVID-19.

Coronavírus: o impacto econômico no mercado de eventos

Em entrevista recente à CNN, Doreni alertou que já são cerca de 300 mil eventos prejudicados até o momento. Segundo ele, o valor os prejuízos ainda são difíceis de estimar, mas podem chegar a R$ 90 bilhões, incluindo toda a cadeia produtiva de um evento e os mercados integrados, ou seja, 42 áreas da economia que têm relação com o setor de eventos e entretenimento.

Doreni afirma, que 100% da receita do setor no Brasil foi inviabilizada e que a Abrape está apostando em duas frentes de trabalho. Primeiro, em ações que podem mitigar o impacto durante o período da pandemia, como as relações de consumo e as questões relacionadas à manutenção dos empregos e da própria empresa. Em segundo, a partir da retomada do setor, com o fim das medidas de restrição, com o retorno do faturamento, e conseguindo uma margem para fazer frente a todas as despesas.

Medidas governamentais não devem ajudar

O setor, hoje, no Brasil, emprega cerca de 2 milhões de pessoas diretamente e a estimativa até o final de março estava em torno de 500 mil demissões.

Segundo Doreni, as medidas do governo vão ajudar, mas não vão evitar as demissões, e a ideia é a partir do retorno conseguir voltar com essa massa de trabalhadores que foi dispensada, fazendo valer uma das principais características do setor, que é altamente gerador de oportunidades. 

“Para a volta desses eventos aqui em Vitória, como em todo o Brasil, será necessária a compreensão de todos. É sobre esse assunto que vamos falar na live, tentar conversar e criar alternativas para que possamos voltar com esses eventos tão importantes, mas que normalmente levam a aglomerações. Mas como vamos conseguir fazer essa matemática? Continuar oferecendo esses eventos culturais aos capixabas, mas sem colocar em risco a sua saúde? E só através do diálogo, ouvindo a opinião de quem trabalha diretamente no setor e das pessoas que estão ávidas para o retorno desse tipo de lazer é que poderemos tentar formatar uma solução”, concluiu Mazinho. 

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