fbpx
Coronavírus: não podemos pagar para ver

Coronavírus: não podemos pagar para ver

  • Blog

O coronavírus (COVID-19) surgiu na China e se espalhou por todo mundo. Na Europa, os governantes estão tratando a pandemia como o maior desafio econômico e de saúde pós Segunda Guerra Mundial. 

Em fevereiro, a COVID-19 chegou ao Brasil e já está mais do que confirmado que o SUS não dispõe dos recursos necessários para dar assistência resolutiva e em tempo oportuno para os casos mais graves da doença. O Ministério da Saúde confirmou, inclusive, em várias ocasiões, o grande déficit de leitos em UTI para os pacientes com sintomas graves do coronavírus. Além disso, existe uma grande pressão em relação aos outros pontos do sistema de saúde, como Atenção Básica e Unidades de Pronto Atendimento, que também sofrerão um colapso à medida que forem recebendo casos menos graves – tendo obrigatoriamente que remanejá-los. Mas para onde?

Em face desse panorama, decretou-se uma emergência de saúde pública no país e em todos os estados e municípios brasileiros, que a despeito da confirmação, ou não, de casos, devem atuar enérgica e proativamente na contenção e mitigação dessa pandemia. Para isso, é preciso ter um planejamento das ferramentas que precisarão ser acionadas conforme o desenrolar do quadro epidemiológico da doença, garantindo, assim, uma ação eficaz em tempo hábil.

Isolamento social: o país pode parar?

Uma das medidas adotadas pelos governos contra o coronavírus é o isolamento social, que a cada dia que passa vem causando uma devastação na economia dos países. Como no Brasil os números de casos e mortes ainda não são tão assustadores, como na China, na Itália, na Espanha e, mais recentemente, nos Estados Unidos, as pessoas começam a questionar e duvidar das medidas adotadas. Este é o grande X da questão, continuar com as medidas que supostamente estão dando certo ou mudar o panorama e pagar para ver? 

Trago para reflexão duas situações distintas que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial:

Na Alemanha, o pastor Martin Niemoller, líder da Igreja Confessante, foi preso pelo regime nazista e colocado em prolongado confinamento em Sachsenhausen e Dachau. Ele sobreviveu a Hitler, mas, no pós-guerra, sempre sentiu um profundo remorso por não ter se manifestado com mais veemência a favor de todos os perseguidos. Tais sentimentos se expressaram de modo mais memorável e eloquente em sua declaração (agora considerada um poema) sobre a perseguição dos oponentes pela Gestapo (Polícia Secreta Nazista), intitulada “Primeiro eles vieram”:

Primeiro eles vieram buscar os socialistas, e eu não disse nada, pois não era socialista. Então vieram buscar os sindicalistas, e eu não disse nada, pois não era sindicalista. Depois vieram buscar os judeus, e eu não disse nada, pois não era judeu. Quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.

A outra situação ocorreu na Inglaterra, em maio de 1940, época em que Winston Churchill foi alçado ao cargo de primeiro ministro do Reino Unido. Quando ele estava no carro, a caminho do Palácio de Buckingham para uma audiência com o Rei George VI,  observou que apesar da guerra já ter explodido na Europa, com a invasão nazista em vários países, o cidadão inglês vivia uma vida normal, não se dando conta que estavam em um grande conflito. Só se deram conta, realmente, quando soldados ingleses começaram a morrer e a Luftwaffe (Força Aérea Alemã) começou a bombardear as cidades inglesas. 

COVID-19: a guerra contra um inimigo invisível

Esses exemplos que trago são da maior guerra já vista pela humanidade, que matou milhões de pessoas e destruiu a economia mundial. As pessoas inicialmente não acreditavam no que estava por vir. A guerra agora é outra, é contra um vírus extremamente contagioso e invisível. E como podemos observar, mesmo com a quantidade de informações a que temos acesso, muitos de nós ainda não está acreditando no que pode acontecer se não respeitarmos as orientações dos especialistas. 

Será que vamos ter que esperar carreata de caminhão militar com corpos para entender o que está acontecendo no mundo? Não podemos deixar a ignorância imperar, precisamos nos unir e combater a pandemia do coronavírus.

*Artigo escrito escrito pelo vereador Mazinho.

> Acompanhe as ações do vereador contra a COVID-19.

Este post tem 2 comentários

  1. Excelente exemplo.

  2. Excelente exemplo.

Deixe uma resposta